quarta-feira, 9 de julho de 2008

Há pessoas...


Há pessoas que passam por nós na vida como aquelas que passam por nós nos passeios. Aquelas que olhamos, vemos a sua fisionomia no geral, sentimos o cheiro do seu perfume por uns milésimos de segundo e deixamo-las ir sem qualquer tipo de sentimento...

Há pessoas que aparecem nas nossas vidas e aqui permanecem durante uns tempos, como quando vamos passar férias a algum lugar. Chegamos lá, retiramos o que há de melhor na terra, usufruimos dos cheiros, do toque, dos sabores, dedicamo-nos àquela terra durante uns tempos e quando vamos embora fazemos promessas de lá voltar, como se aquela terra fosse a melhor terra do mundo! Mas depois, já não lá voltamos ou se voltamos não sentimos o impacto de outrora.

Há pessoas que aparecem e ficam uns bons tempos, como quando compramos um carro e afirmamos que este vai ficar para uns dez anos... Usufruimos dele como se ele fosse nosso a longo prazo e efectivamente achamos que vai ser, mas... acontecem imprevistos que nos fazem vende-lo mais cedo - a familia cresce, temos uns acidente - e desfazemo-nos dele com a esperança de que o proximo será melhor.

Há pessoas que aparecem e ficam. Ficam na perpectiva de ser para sempre, ficam na perpectiva de crescermos juntos e nelas vivermos todo o tutano das nossas vidas. Como quando compramos um grande T3 e achamos que esta casa vai ficar para sempre porque nos sentimos plenamente satisfeitos, com um enorme espaço, luz, cor, etc. Nela vivemos uns longos anos, fazendo nela a nossa vida, o nosso nucleo, o nosso aconchego partilhando as nossas alegrias e tristezas, as nossas paixões, os nossos amores, tudo se centra nela...

Mas, às vezes começamos a achar que ela não é suficiente, começamos a sentir que afinal até pode ser pequena, porque no desenrolar da vida vamos acumulando tanta coisa que quando olhamos para ela está cheia, a abarrotar, parece até que não tem espaço para nós... e aí sentimos que o melhor seria mudar para uma vivenda...

Há pessoas que passam pelas nossas vidas e nela deixam marcas profundas. Com elas aprendemos coisas novas, com elas vemos o mundo com outros olhos, com elas acordamos para outras realidades... Essas pessoas são as pessoas interessantes que por vezes nos despertam de um sono profundo e nos fazem voltar a viver para horizontes mais distantes...

Há pessoas que fazem sobressair os nossos defeitos. Não porque sejam más pessoas mas sim porque as suas qualidade não enaltecem as nossas, as suas qualidades não se encontram nas nossas, não se entrelaçam como os ramos da heras nos muros dos quintais, não vêem com o nosso olhar...

Há pessoas... Sim, há pessoas que nos fazem voar... Que tornam tudo mais belo, que se encontram em nós, que entram em simbiose quase que completa.

Essas pessoas conseguem connosco agarrar as estrelas e construir galáxias, conseguem agarrar os raios do sol e colocá-los no nosso olhar, conseguem olhar para a lua e ver um gomo de uma laranja, conseguem abrir a nossa caixinha de segredos e lê-los como se fossem histórias de um livro. Essas pessoas conseguem acariciar o nosso corpo como se fosse a mais pura seda macia e reluzente, conseguem absorver todas as cores nos nossos olhos, coloca-las numa paleta para pintar a nossa vida!

Estas são as pessoas especiais! São aquelas que só a nós se ligam, que só connosco se encontram, aquelas em que nós adormecemos e depositamos todos os nossos sonhos...

Pois é, há pessoas assim!

segunda-feira, 16 de junho de 2008


Roendo uma laranja na falésia
Olhando o mundo azul à minha frente,
Ouvindo um rouxinol nas redondezas,
No calmo improviso do poente
Em baixo fogos trémulos nas tendas
Ao largo as águas brilham como prata
E a brisa vai contando velhas lendas
De portos e baías de piratas
Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo
A lua já desceu sobre esta paz
E reina sobre todo este luzeiro
Á volta toda a vida se compraz
Enquanto um sargo assa no brazeiro
Ao longe a cidadela de um navio
Acende-se no mar como um desejo
Por trás de mim o bafo do estio
Devolve-me à lembrança o Alentejo
Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo
Roendo uma laranja na falésia
Olhando à minha frente o azul escuro
Podia ser um peixe na maré
Nadando sem passado nem futuro
Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo
Para mais tarde recordar...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

"Estar com os Outros"

Finalmente dei um passo, em frente, para introduzir na minha vida algo de muito util e imprescindivel: Ajudar o proximo!
É verdade que pudemos ajudar o Próximo em muitas situações do nosso quotidiano, na rua, quando vemos um sem abrigo, no trabalho, quando um colega precisa de apoio, em casa quando um membro da nossa familia se sente triste...
Mas, além dessas situações podemos dedicarmo-nos à solidariedade, altruísmo e partilha de uma forma ainda mais reiterada e ajudando pessoas que estão desprotegidas na vida.
Assim, fiz uma busca interior para perceber que pessoas estaria eu mais apta para apoiar de acordo com a minha experiência de vida... Haveriam dois grupo que me agradaria muito ajudar: as crianças e os idosos. As crianças pela sua ingenuidade e esperança no olhar; os idosos para sua vertente empirica à qual a nossa sociedade deveria dar valor e retirar exemplos para criar um mundo melhor... Ora, tendo em conta as minhas vivências achei que estaria mais apta a ajudar e apoiar as crianças por ter tido uma muito maior convivência com elas durante a minha vida.
Fui visitar uma Instituição de apoio temporário a crianças desprotegidas... e realmente vi que elas precisam de apoio tanto material como emocional. E que, tal como nós elas precisam de cuidados básicos, colo e uma atenção individualizada...
Já se imaginaram, enquanto crianças não terem uma casa, uma mãe, um pai, uma familia em quem se apoiar? Já se imaginaram num mundo, em que, enquanto crianças ainda estariam a percepcionar e a aprender e não terem ninguem para vos ensinar? Numa altura em que apenas deveriam estar a aprendê-lo terem de "decidir" e não terem ninguem a vos dizer o que fazer, quando fazer e porque o fazer?
Pois é, estas crianças estão sem uma base tão nuclear e essencial com uma familia... estas crianças estariam por sua conta se não houvessem pessoas com a preocupação e amor bastante para dividi-lo com elas.
Decidi contribuir para a promoção da qualidade de vida destas crianças por forma a aumentar o seu bem estar e a melhorar a sua vida enquanto seres humanos... decidi partilhar o meu amor e os meus carinhos com elas para que elas, mais tarde, também possam tramitir amor às pessoas que as rodeiam e contrinuir assim para que o nosso Mundo seja, não um mundo perfeito, tal seria uma utopia, mas, simplesmente... um Mundo MELHOR!
"Posso não ser ninguem no mundo, mas já seria optimos se ajudasse o Mundo de alguém!"

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Big bottoms are good for health


It's the news women everywhere have been waiting to hear - bigger bottoms could be better for our health, new research suggests. Scientists say that body fat under the skin - especially on the buttocks - could cut the risk of developing type 2 diabetes. Experts believe that 'subcutaneous' fat could produce hormones known as adipokines, which boost metabolism. After tests on mice, where the subcutaneous fat was moved to the abdominal area, there was a decrease in body weight, fat mass and blood sugar levels. By contrast, moving fat to other areas of the body had no effect whatsoever. Lead researcher Professor Ronald Khan said: 'The surprising thing was that it wasn't where the fat was located, it was the kind of fat that was the most important variable. 'Even more surprising, it wasn't that abdominal fat was exerting negative effects, but that subcutaneous fat was producing a good effect.' Dr Ian Campbell, medical director of the charity Weight Concern, said: 'If there is something about subcutaneous fat which is protective, and actually decreases insulin resistance, this could help open up a whole new debate on the precise role fat has on our metabolism.'
Thursday 8 May 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Proíbido fumar e comer pastilhas?




Venho alertar para uma situação de veras grave que acontece em todos os restaurantes que optaram por ser não fumadores. NÃO EXISTE QUALQUER LOCAL ONDE OS VICIADOS EM PASTILHAS POSSAM DEITÁ-LAS FORA!!!!!!

Pois é amigos...uma pessoa que entre num restaurante a mascar uma bela pastilha não tem outro remédio senão levantar-se e ir à casa-de-banho ou ao caixote do lixo mais proximo para a deitar fora!

Esta situação é inadmissivel pois além de ser proibido fumar os clientes têm de se lembrar de deitar a pastilha fora antes de entrarem no restaurante, caso contrário quando são confrontados com a comidinha à mesa ficam a pensar: e agora, onde é que eu ponho a pastilha?

Acho que os donos dos restaurantes deviam pensar em inventar uma qualquer coisa como "pastilheiros" em substituição dos cinzeiros que antes existiam em cima das mesas.

Fica a nota...

segunda-feira, 12 de maio de 2008



Sim, sim muitos parabéns!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O que sonharam hoje?


Todas as pessoas na terra sonham todas as noites - todos os mamíferos, de facto sonham todas as noites. É muito importante que sonhemos enquanto dormimos ou acordados, não obstante no mundo industrializado, a maioria das pessoas prestarem pouca atenção aos sonhos, às vezes, eles próprios podem criar possiveis mudanças. Na nossa sociedade, muitas vezes dormir e sonhar é visto como uma perda de tempo, ou na melhor das hipóteses tempos improdutivos. É espantoso como nós geralmente ignoramos esta nossa faceta de nós próprios, os nossos sonhos.
Uma analogia apropriada para a grandiosidade deste fenómeno era a incrível não aceitação, na Idade Média, de que a terra era redonda. O ponto de observação de Galileo dos outros planetas e suas luas ou as viagens de Colombo ou de outros exploradores através do oceano provaram efectivamente o contrário. As pessoas através da sua experiência quotidiana contrariavam a ideia de uma Terra esférica porque não tinham uma perspectiva de fora do sistema.
Do mesmo modo, os sonhos situam-se numa outra dimensão inteira de experiências, um mundo que ainda não foi explorado pela maioria das pessoas, onde uma fascinante esfera de actividade aguarda um inquérito e uma eventual colheita de uma maior satisfação em vigília pela vida. O desafio é novamente o mesmo - a experiência diária para a maioria das pessoas oferece pouca prova desta outra realidade, muito menos o valor possível da outra dimensão, desta experiência, a menos que se possa ter uma perspectiva apenas fora das 9h às 18h e um objectivo de natureza puramente científica do sistema.
As aptidões mentais relacionadas com os sonhos ou com as recordações ou com a interpretação de informações sobre temas como o significado de pesadelos e sonhos cognitivos nunca é um tema muito abordado e pouco valor damos aos sonhos ao longo das nossas vidas.
Por isso, não é invulgar que muitos adultos não se lembrem dos sonhos, e ainda mais raramente contemplem ou tentem definir a orientação ou a inspiração criativa escondida abaixo da superfície da sua consciência.
No fundo, ninguém nos disse ou mostrou como os sonhos podem ser extremamente práticos. Por exemplo, se o seu filho tem constantemente pesadelos ou sonha muitas vezes com algo identico isto pode significar que um problema o persegue, um medo. Por outro lado, os sonhos podem-nos ajudar a descobrir as nossas verdadeiras aptidões e vocações, é interessante tentarmos comparar os sonhos de um matemático ou de um filosofo, ou de um designer, ou de um poeta e veremos como o seu cerebro estará naturalmente vocacionado para um raciocinio lógico ou abstracto, colorido ou incolor, etc.
O resultado da tendência de desrespeitar/não validar os sonhos trouxe, em minha opinião, à sociedade actual concepções erradas sobre o valor dos sonhos que não só são cruciais para a actividade cerebral mas também representam uma conexão com o nosso verdadeiro Eu subconsciente e profundo. Este mundo para muitos artificial é indirectamente, ou mesmo directamente a fonte de inspiração para muitos dos nossos artistas, escultores, escritores, poetas, pintores, designers, etc.
Uma solução para um reequilíbrio e integração pessoal será cada um de nós perceber e começar a analisar de que forma os nossos sonhos pessoais a cada noite serão uma oferta directa, um meio para explorar e ganhar uma realidade interior única, bem como inegáveis experiências pessoais de profundo valor.

Além disso, há que pensar que a esmagadora dos sonhos podem ser aplicados de várias maneiras para melhorar a nossa vida, recordando Shakespeare "Tive uma visão extraordinária. Tive um sonho, que não há entendimento humano capaz de dizer que sonho foi. Não passará de um grande asno quem quiser explicar esse sonho. Parece-me que eu era... Não há quem seja capaz de dizer o que eu era. Parece-me que eu era... e parece-me que eu tinha... Só um bufão maltrapilho seria capaz de tentar explicar o que me pareceu que eu era. Não há olho de homem que tenha visto, nem orelha de homem que tenha ouvido, nem mãos de homem que tenham gostado, nem língua que haja concebido, nem coração que haja relatado o que foi o meu sonho. Vou pedir a Peter Quince que escreva uma balada a respeito desse sonho, que receberá o título de "O sonho de Bottom", por ser um sonho embotado, e a cantarei no
fim da peça, diante do duque. É possível, até, que, para deixá-la mais graciosa, eu a cante depois da morte de Tisbe."
Os sonhos podem realmente oferecer oportunidades de diversão, aventura, desejo cumprimento, criatividade, visão profunda de nós mesmos e do mundo, que podemos usar para criarmos tudo o que quiseremos como uma forma de exprimir os nossos sentimentos- e tudo isto sem qualquer custo!


O que sonharam hoje?